April 3, 2018

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Segurança nas transferências bancárias

N um m u n do cada vez m ai s conectado, não é do estranhar que a criminalidade migre
de forma veloz e eficiente para o ambiente
virtual. Um estudo da consultoria america￾na Accenture mostra que as empresas do
setor bancário são as que mais gastam
para se proteger das ameaças virtuais. O
trabalho, feito em parceria com o instituto
Ponemon, também dos Estados Unidos e
dedicado à proteção de dados e segurança
da informação,, verificou que cada grande
empresa de serviço financeiro gastou., em
média, 18 milhões de dólares em 2017 pa￾ra se proteger de crimes cibernéticos —
38,5% mais do que em 2014. 0 valor é
superior à média alocada por companhias
de outros setores também visados pelos
band id os vi rtuai s, com o tel ecom un icações,
energia e defesa, que gastaram uma média
de 12 milhões de dólares no ano passado.
Esse ti p o de despesa I eva em co nta apenas
os custos diretos dos ataques e não inclui
soluções nem investimentos de longo pra￾zo. A expansão dos gastos com proteção
responde diretamente ao aumento dos
ataques. Em 2014, eram aproximadamen￾te 40 casos por ano. Agora, são registradas
cerca de 125 ocorrências, praticamente
uma a cada três dias. O tipo de crime vir￾tual mais caro para os bancos e para as
instituições financeiras é a chamada inter￾ru pção d e se rvi ço com a conseq ue nte per￾da de informações — que afetam direta￾mente a vi da do cliente. Cada ataque custa,
em média, quase 228 000 dólares e 60%
dos gastos totais são decorrentes da de￾tecção e contenção. “Â medida que os cus￾tos dos crimes cibernéticos continuam a
subir, as empresas do setor financeiro têm
investido mais em relação ao uso de tec￾no logi as d e au tom ação, in tel i gên ci a artifi￾cial e macftme feammg para se proteger”,
diz Oh ris Thompson, diretor da Accenture
e líd er gl obal da área d e f i nan ças e risco. N o
setor financeiro, o estudo ouviu 352 exe￾cutivos de grandes empresas em sete paí­
ses: Estados Unidos, Reino Unido, Alema￾nha,. Austrália,. França, Itália e Japão